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Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.

Segundo o Artigo 5º da nossa Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza: ... a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança. “ (Grifo do autor) E em seu Inciso III: “Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento desumano ou degradante.”
A vida em sociedade é marcada pelo convívio social com pessoas pertencentes a diferentes níveis sociais, religiosos, culturais e étnicos, onde se deveria primar pelo bem-estar comum, uma vez, que o conjunto dessa união é denominado ‘sociedade’. Há não muito tempo, remontando aos idos da juventude de nossos avós, não era incomum as pessoas empenharem suas palavras para validarem um contrato comercial, demonstrando, desta forma, idoneidade, hombridade e honestidade nos seus atos e intenções. Até mesmo, em períodos carnavalescos, onde as pessoas estavam envoltas em uma áurea festiva, se observava o respeito ao convívio coletivo, bem como a tolerância aos direitos alheios. Ou seja, aplicava-se o Princípio da Dignidade Humana. Infelizmente, nos dias atuais, temos observado o oposto, onde muitos, ainda que pertencentes a uma sociedade, têm demonstrado crasso desrespeito a este mesmo princípio, maculando os valores morais que outrora existiam, e ainda (o que é pior), sentindo-se no direito de atos vis, sendo até mesmo apoiados pela mídia, fato ocorrido recentemente no carnaval da cidade de Jaguaruana, onde, por motivos pessoais, um cidadão atingiu um outro desferindo um soco em seu rosto, levando-o a submeter-se a uma intervenção cirúrgica. O que mais espanta é o agressor, em um ato de covardia, digo covardia, por ter ele agredido de surpresa sua vítima e corrido logo em seguida, e os meios públicos de comunicação, mais especificamente o site de uma emissora de rádio, a saber, Rádio Popular FM ter divulgado na data do ocorrido, dia 05 do corrente (Março de 2011), a mensagem de que tal atitude constituía um ato de “BRAVURA”. Questiono quais os valores morais, éticos, sociais, humanos estão sendo disseminados na mídia, quando aclama tal ato bárbaro de “BRAVURA”. Não me passa pela cabeça aceitar que uma pessoa que desfere um soco de surpresa em outro e corre logo em seguida ser chamada de brava. Para mim, em todo meu bom senso, isso determina exatamente um ato vil de pura covardia e digno dos mais baixos personagens de uma sociedade. Fico preocupada com nossos filhos que presenciam tal apoio a um ato covarde desses pela mídia, onde esta deveria ser imparcial, justa e apegada aos fatos “ipsis litteris”. Uma pergunta me surge à mente: Que tipo de sociedade estamos preparando para os nossos filhos? Que todos nós possamos meditar sobre isso, e assim o sendo, procurar um melhor convívio em sociedade, onde a boa moral e o respeito mútuo estejam sempre presentes. Desejo um carnaval consciente, respeitoso e festivo a todos. (Júlia Santiago)
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